Outubro Rosa

A Congregação da Igreja do Nazareno no Jatobá, em parceria com a AVON, com a Sec. de Municipal de Saúde, com a Academia Fisicorpos, com as Faculdades Integradas de Patos e com o Café SÃO BRAZ estará realizando nesse sábado, dia 15 de Outubro de 2011 a Campanha de Prevenção ao Câncer de Mama e Colo do Útero.

O mês de outubro está sendo marcado como o mês da mulher, por isso diversas campanhas sobre o "Outubro Rosa". Outubro é um mês onde a mídia proporciona cenários "rosa" para poder de certa forma mostrar que está aderindo a campanha. Um exemplo disso é o Cristo Redendor no Rio de Janeiro, que se você pesquisar no google as palavras "outubro rosa" observará logo na primeira página a imagem rosa do Cristo Redentor.

Se você deseja participar desse evento com sua presença, ou aderir, então vista neste sábado dia 15 de outubro uma camisa rosa e participe conosco nesse evento em prol da saúde feminina.

O evento contará com palestras sobre o câncer de mama, exercícios de ginástica, exames preventivos para a mulher de toque, pressão, glicemia, entre outros... um café da manhã para as mulheres, enfermeiras e técnicos da Sec. Municipal de Saúde e do ESF Maria Marques, estagiários da FIP e evangelização da Igreja do Nazareno. Confira a nossa programação:

1. Abertura - 7:30hs
2. Exercício físico -  8:00hs
3. Palestras - 8:20hs
4. Café da Manhã - +- 9:00hs a 9:30hs
5. Exames na tenda e no PSF Maria Marques - 9:30hs em diante.
6. Sorteio de brindes da Avon.
7. Evangelização - manhã e tarde.
8. Culto de encerramento - 19:30hs.

O envento acontecerá no templo da Igreja do Nazareno na Rua Donato Lócio, S/N, Bairro Jatobá - Patos - PB, visinho a Academia Fisicorpos, próximo ao Mercado Público do Jatobá.

Venha! Participe desse evento! Traga sua mãe, irmã, prima, tia, amiga, vizinha, colega... para participar desse evento especial que estamos realizando para as mulheres do nosso sertão! Divulgue e ajude esse evento com a sua presença!

Reconstrua o altar do Senhor


Texto base: 1 Reis 18. 16-40;

As pessoas sempre estão procurando o quê está fazendo que elas estejam frias, fracas na fé, ou até mesmo distantes do Senhor. Muitas vezes a procura desse porquê faz com que elas andem por trilhas que estão distantes do Senhor, buscam respostas em pessoas que não conhecem ao Deus de Israel e têm seus caminhos fora da presença d’Ele. A procura dessas pessoas traz apenas uma coisa, um alívio imediato e uma frustração posterior.
O que as pessoas realmente têm de conseguir para reconstruir suas vidas é reconstruir o altar do Senhor em suas vidas. Deus é a resposta, o conserto e a solução. A história do profeta Elias nos ensina alguns princípios para ter a vida totalmente restaurada:

  1. Restaure àquilo que está quebrado. (v. 30)

É impossível querer que Deus faça algo conosco se não o deixarmos restaurar o altar. Não há como Deus agir se “eu” não deixar que “Ele” entre em minha vida e comece a trabalhar em todas as áreas de minha vida. Para deixar que Deus restaure tudo o que está quebrado é necessário alguns passos:
1)      O altar significa o culto pessoal: restaure o seu culto pessoal, a sua vida devocional.
                                                               i.      Leia a Palavra de Deus, guarde os mandamentos do Senhor em sua vida (Salmo 119. 11).
                                                             ii.      Ore constantemente, desfrute de uma vida intensa de oração (1 Tessalonicenses 5. 17).
                                                            iii.      Adore a Deus com o seu melhor, viva uma vida de adoração viva e eficaz (João 4. 24).
2)      Restaure sua vida pessoal, deixe que Deus coloque os pontos que devem ser trabalhados, e por mais duro que seja, deixe que Ele arranque e restaure tudo àquilo que é necessário. Deus com certeza vai fazer o quê você quer, mas não como você quer!
3)      Coloque cada pedra no seu lugar. Para o profeta restaurar o altar, ele teve de juntar cada uma das pedras que estavam espalhadas ao redor do altar; literalmente uma bagunça em que ele teve de encontrar pedra por pedra, colocar cada uma no seu devido lugar. Muitas vezes a nossa vida espiritual está tão espalhada como essas pedras do altar, é necessário fazer que nem o profeta Elias e colocar cada uma dessas pedras no seu devido lugar.

  1. Prepare o sacrifício. (v. 33)

Em Romanos 12. 1-2, o apóstolo Paulo fala que o sacrifício que Deus quer somos nós. Então se prepare como sacrifício “santo e agradável a Deus”. Sacrificar a si mesmo para Deus não quer dizer que você será um suicida, mas que a sua vida e o controle dela será entregue nas mãos do Senhor. Aprenda alguns princípios sobre sacrifício:
1)      O sacrifício a Deus é a sua vida.
2)      Sacrifique os seus desejos ao Senhor, entregue ao Pai cada um dos seus desejos e deixe que o Senhor administre-os; os que forem bons, Ele irá deixar, os que forem maus, Ele irá tirá-los.
3)      Sacrifique os seus planos ao Senhor. Deixe que Deus tome a prioridade nos seus planos (Provérbios 16. 1-3). Enquanto os seus sonhos estiverem em suas mãos, eles poderão acontecer ou talvez não, lembre-se sempre que estarás sozinho, porém quando Deus estiver no controle, os teus sonhos estarão nas mãos do Deus do impossível!

  1. Clame a Deus por fogo na sua vida! (v. 36-38)

Só há sacrifício se houver fogo! O profeta necessitou de fogo, e Deus honrou o pedido do profeta, mandou fogo e consumiu tudo o que havia no altar: o sacrifício, a lenha e a agua. Peça para Deus mandar o fogo do céu em sua vida, seja pelo Senhor impactado por algo tremendo que Ele irá fazer com você:
1)      O fogo purifica do pecado (Provérbios 17. 3).
2)      O fogo mantém o altar aceso (Provérbios 26. 20).
3)      O fogo de Deus é necessário para a vida do crente (Efésios 5. 18).

  1. Destrua tudo àquilo que te faz ficar longe da presença do Senhor (v. 40).

O profeta Elias exterminou os profetas de Baal. Não porque ele era melhor, ou mais digno do que os outros, mas porque eles eram propagadores do caminho mau, por isso Elias teve de tirar esses homens do meio de Israel, obedecendo aos preceitos da Lei de Moisés. Temos de aprender como Elias, tirar todo o mau, tudo o que é mau, tudo o que promulga o mau, tudo o que leva ao mau... temos de arrancar, destruir e manter longe de nossas vidas. Para fazer isso é necessário fazer algumas coisas:
1)      Lance fora de sua vida às falsas profecias (1 João 4. 1). Não aceite conversas com falsos profetas, não ouça o que eles têm a dizer para você. Os falsos profetas nunca te levam a servir ao Senhor, mas levam a ser escravos deles, não aceite esses lobos devorarem o que você tem de melhor, a fé.
2)      Não aceite nada que te mantenha longe do Senhor. Tudo o que te levar a negar a Palavra do Senhor, a se desviar do Senhor, a não se manter perto d’Ele, mantenha isso longe de sua vida.
3)      Destrua o pecado na sua vida.

Conclusão

Seguindo os princípios no texto, aplicando as atitudes do profeta Elias em sua vida, você verá a grande mão do Todo Poderoso em ajudar você. Siga esses primórdios e veja como irás prosperar na fé e na graça do Senhor. Não seja um derrotado, restaure sua vida e seja mais que vencedor em Cristo Jesus!

Apostila Ética Cristã: cap. 6


6.      Ética no Novo Testamento

A ética no N.T. tem com o objetivo a santificação do coração humano. A mensagem do N.T. proporciona uma esfera de mudança que vai além dos ensinamentos do A.T. Vemos essa ética revelada na pessoa de Jesus com o intuito de aplicar uma adoração perfeita ao Pai, seja na maneira significativa de adoração implicada em obediência aos seus preceitos e implícita em espontaneidade (João 4. 24), como também revelada numa vida de perfeição em servir a Cristo numa vida plena de amor ao próximo.
O sentido da ética no N.T. está na santificação. Cada vez que o cristão busca a santidade o amor vai amadurecendo na sua vida. Quanto mais uma vida de piedade é alcançada diante de Deus, ainda mais as atitudes de amor para com o próximo floresce. Um exemplo da ética incorporada na vida do cristão para com o próximo é o exemplo de uma flor, quanto mais pólen, mais cheiro, mais vida ela tiver, mais pássaros serão atraídos para si, mais insetos procuração o seu sabor, mais pessoas procurarão cultivá-lo. Assim é o fruto de uma vida ética em santidade proporcionada no N.T.

6.1.   Ética nos Evangelhos

Os quatro evangelhos relatam a vida de Cristo e o Seu ministério na terra. Além de relatar a vida, os atos de Cristo, também revelam os seus ensinamentos que vão além da doutrina ensinada na época; como também vai além de qualquer código de ética existente ou que venha a existir.
A doutrina de Cristo é a base para toda a ética cristã, como também para os escritos do N.T., ela é o ápice da vida primitiva da igreja cristã, como é a fonte de inspiração para a doutrina apostólica, para a vida daqueles que servem ao Caminho e dos futuros pais da igreja que desdenharam doutrinariamente sobre os ensinos de Cristo. A única palavra que descreve a ética cristã exposta por Jesus no N.T. é a santidade, podemos observar os ditos de Manson acerca desse assunto:
“(...) Os rabinos judeus arbitraram sobre o mandamento e construíram, à sua própria maneira, como convocação ao povo de Deus, que fossem separados de todas as abominações dos arredores pagãos. A santidade exigida deveria ser modelada sobre o fogo purificador de Deus no qual a presença do mal não pode subsistir. Jesus não destruiu este ideal. Ele o completou. Ele não requereu meramente que seus seguidores se mantivessem limpos da contaminação do mal, mas também que mostrassem em suas vidas alguma qualidade positiva semelhante à positiva e criativa bondade de Deus.” (p. 50)
Nos quatro evangelhos podemos passar sobre a questão dos evangelhos sinóticos (Marcos, Mateus e Lucas) e observamos que além de manter um público específico, eles também mantem parcerias entre si, ou seja, versões relatadas de maneiras similares, mas peculiarmente diferentes, não opostos, mas diferentes em detalhes, ou seja, apenas detalhes significativamente ricos que não aparecem nos outros, mas nunca divergentes entre si. Temos também o evangelho de João que além de relatar poucos fatos semelhantes é totalmente peculiar em sua mensagem, esclarecendo a doutrina de Jesus que estava sendo confundida com o gnosticismo que estava surgindo na época. De certa forma, a resposta do apóstolo João ajudou a dar uma dimensão maior do plano de Deus na ética do Reino em Cristo para a igreja.
Ao tratar da ética do N.T., não há como não se deparar com o Sermão do Monte, como diria Manson, “O Sermão do Monte não é o único programa de conduta cristã no Novo Testamento; mas é sem sombra de dúvidas sobre todos os outros a grande proclamação da nova visão da justiça moral.” (p. 42) Além disso, o Sermão do Monte também é a espinha dorsal de toda a conduta do N.T., seja nos escritos evangélicos, como nas epístolas paulinas e nas pastorais, observamos que a ética contida no Sermão do Monte é a base de toda essa doutrina, ou seja, nunca haveria o doutrinamento do N.T. se não houvesse tal sermão dito pelo Mestre.
A ética do N.T. trata não apenas a sua maneira de se portar diante de Deus, mas dá um âmago maior com relação à responsabilidade moral perante de Deus e a questão efêmera do pecado. Jesus trata não apenas de como se portar perante o Pai, mas como se deve portar perante a Lei, perante os homens, e até mesmo perante as questões polêmicas, como por exemplo: casamento, divórcio, homicídios, riquezas, esmolas, jejum, oração, etc. Tudo o que a humanidade necessita da ética divina é encontrada nos evangelhos, nos ensinamentos de Cristo.
Ao ter um comparativo com a Lei, Jesus na verdade não destruiu, mas pelo contrário, trouxe uma amplitude da verdadeira Lei, um esclarecimento do que realmente era importante na Lei, como também um código celestial superior a Lei, que estava limitada. Os evangelhos revelam o doutrinamento de Cristo. Tal doutrinamento mostra que a Lei não passará, porém revela que ela já foi cumprida em Jesus, e o Mestre deixou um código de conduta que ultrapassa qualquer padrão mosaico, dando assim uma aliança superior, porém mais íntima, e ao mesmo tempo mais rigorosa.
A questão do rigor da doutrina de Cristo é a amplitude em que a graça tem comparado com a Lei. Para a Lei, bastava apenas o sacrifício e o ressarcimento para que o pecado fosse perdoado, como vimos na ética do A.T. tratava mais com a questão aparente, porém a ética do Reino trabalha com o íntimo, com a figura do pecado e da responsabilidade humana. O Reino trabalha com a questão do homem em relação a Deus à priori, e ao próximo. Essa é toda a limitação do Reino, porém é uma limitação geral, porque não há como a humanidade ultrapassar essa linha entre “eu” e o “próximo”, e, Cristo, ultrapassa na ética do Reino colocando em especial a pessoa do Pai como o Juiz aonde todos irão comparecer, e ao Criador a quem realmente devemos prestar contas.
Uma coisa dever bem entendida com relação à responsabilidade de prestação de contas e com a ética do Reino. Todos estamos diante de Deus, o Criador e Juiz, porém Ele conhece as fraquezas humanas, para isto enviou o Seu Único Filho para que pagasse o preço por nós, tornando-se nosso Advogado perante o Pai. Todos são responsáveis perante os seus atos? Sim. Mas os que servem ao Senhor Jesus, mesmo tendo tantas fraquezas para serem tratadas há uma garantia do perdão que foi concedido na Cruz do Calvário, tal Cruz concede aos que querem entrar no Reino o perdão, como também a liminar paga perante o Pai, ou seja, mesmo com tantos erros que são cometidos na caminhada, o fato de procurar viver uma vida de santidade que agrade ao Pai continuamente, sem desanimar, encaixa-se no que observamos em Paulo em Romanos 8. 1: “nenhuma condenação há”. Mais uma questão que temos de entender com a ética do Reino é que ela é uma ética presente para àqueles que querem entrar no Reino futuro. Quando Jesus dizia que o Reino de Deus virá, é exatamente sobre o Reino futuro que há de vir, mas quando Ele dizia que o Reino estava presente e com poder é o significado primordial da sua ética, presente, iminente e real. A lógica de Cristo é simples, o Reino virá e para entrar nesse Reino, só há um caminho, a ética vivida em um caminho de santidade. Encerramos compreendendo a dimensão do Reino de Deus como ensina Manson:
“Nós estamos vivendo no reino de Deus sob o princípio de Cristo. Cristo é competente para suprir todas as necessidades que nós venhamos a demandar-lhe. Tanto como em relação ao bom Rei, na ideia hebraica de Reino, nós podemos confiar no seu julgamento. Isto significa que nós não estamos com as mãos e pés amarrados a um código escrito. De maneira igual, não abandonamos nossas próprias estratégias. Temos, antes de nós, os registros do reino no Antigo Testamento, o Novo Testamento e a história da Igreja. Desses registros nós podemos aprender acerca dos caminhos do reino. Mas temos também um rei vivo; e temos a garantia de sua ajuda direta pelo seu Espírito quando procurarmos entender e aplicar a vontade de Deus em nossas próprias ocupações. A fonte de revelação não secou. O Cristo vivo está lá para apontar o caminho a todos quanto estão preparados para seguí-lo.” (pp. 58, 59)

6.2.   Ética nos escritos paulinos

Os escritos paulinos contém um arcabouço da ética do Reino, exposta duma maneira concisa e complexa. Ao observar a doutrina paulina, não pode ter em mente a questão da própria escolaridade do mesmo apenas, mas também a questão do porquê dele ter escrito, o para quê que foi escrito, pra quem ele realmente escreveu, o quê ele queria falar? Tais perguntas básicas na filosofia e na linguagem são essenciais para entender Paulo e sua doutrina acerca da ética do Reino, simplesmente do fato do próprio ser um apologista, indica fortemente o caráter de suas cartas como respostas as situações encontradas nas igrejas do primeiro século que o deixava preocupado.
Paulo sempre procurou manter posições firmes acerca da ética mais estritamente relacionada a moralidade, exposta duma maneira simples como o remédio para certos problemas que as igrejas enfrentavam ou que vinham deixando acontecer, dando uma vista grossa sobre tais problemas. Podemos citar como exemplo as situações em cada carta.
Observamos que Paulo aborda vários assuntos e diversas explicações, por exemplo, em Romanos 1. 18-32, ele procura explicar o porquê da depravação moral da humanidade com relação ao pecado, enquanto no cap. 7 ele parte para o dilema que o cristão sofre em querer cumprir a Lei e o impedimento do pecado pessoal, se for feita uma ponte desse tema com Gálatas 5. 16-26, será observado que trata-se da luta entre a carne e o espírito, ponteando assim sobre a liberdade cristã em 1 Coríntios 6. 12.
Paulo também trata das questões do comportamento do cristão com relação a sacrifícios de ídolos, a carnes, comidas, etc. observados em Romanos 14, 1 Coríntios 8, Tito 1. 15. O doutrinador também trabalha sobre a questão do casamento em 1 Coríntios 7, Tito 2. 1-7. Também vai até a questões mais polêmicas com relação ao verdadeiro dever de como criar os filhos, como ser um bom esposo, como ser uma boa esposa, um bom servo, um bom senhor, etc., nos versículos de Efésios 5. 28 – 6. 9; Colossenses 3. 18 – 4. 1; 1 Timóteo 3.
Poderíamos citar mais assuntos do doutrinador, porém a melhor maneira é conhecendo cada vez mais seus escritos, perguntando versículo por versículo, etc. Ao fazer esse trabalho de pesquisa, muitas coisas serão absurdas para a era pós-moderna em que vivemos, como por exemplo, o pensar de Paulo com relação a mulheres no ministério. A visão machista judaica que o mesmo tinha com relação a mulheres, temas comprometedores que não cabem na sociedade ocidental como a pós-moderna. São temas polêmicos, que merecem ser observados não com um olhar radical, nem com um olhar liberal sobre os assuntos, mas como pesquisadores, sem querer apagar tudo o que foi dito pelo doutrinador, afinal ele foi inspirado pelo Espírito de Cristo que expandiu a ética do Reino.

6.3.   Ética nos outros escritos

Os outros escritos trazem as questões concernentes à ética cristã. Por exemplo, em Hebreus, o autor além de falar do porquê estamos vivendo na época da Nova Aliança, a ética do Reino, o mesmo irá explanar sobre a questão da ética na vida prática em convivência com a igreja e com os de fora nos cap. 12  e 13.
Pedro também dá uma enorme contribuição nas suas duas epístolas pastorais. Principalmente ao tratar sobre a base da ética cristã que é a santidade como está dita em 1 Pedro 1. 15, 16. Vemos a preocupação do ministério pastoral com relação ao comportamento da igreja em si.
João trata minuciosamente sobre a grande questão comportamental na ética cristã, que é o amor ao próximo. Todo o ensino joanino está vinculado a isto, para ele o amor é a base da convivência chamada por Cristo, sem contar que é o novo (e antigo) mandamento que a igreja comprovará ser realmente reconhecida como igreja, ou seja, o amor. O único vínculo que cada um mostrará ter com Cristo aqui na terra, ou seja, expresso em testemunho para dizer que realmente é cristão, é o amor, não fingido, mas sincero. Um amor não só de palavras, mas em ação, em comportamento, em relacionamento. 1 João trata especificamente dessa grande questão importante do Reino, porque sem o amor, de nada adianta como diria o doutrinador em 1 Coríntios 13.
Ao tratar das epístolas pastorais é imprescindível não voltar os olhos para a epístola de Tiago, a qual é um arcabouço da ética cristã. A prática da ética, do Reino, o comportamento, a maneira de agir, de pensar, de fluir da ética cristã é encontrada em Tiago. Por mais que alguns temas dessa epístola queira desfigurar outros temas expostos no N.T., se for olhado com um olhar bem direcionado, observaremos que há a complementação, um exemplo é o texto de Romanos 1. 16, 17 e Tiago 2. 14-26. Alguns temas são observados em Tiago:
1)      As provações na vida do cristão (1. 3-4).
2)      A sabedoria do alto (1. 5-6) e o homem de coração duvidoso (1. 7-8).
3)      A temporalidade das riquezas (1. 9-11).
4)      A questão da tentação do coração do homem (1. 12-15).
5)      O propósito da verdadeira religião, uma vida de santidade (1. 16-27).
6)      A acepção de pessoas (2. 1-13).
7)      A fé e as obras (2. 14-26).
8)      A ética da linguagem (3. 1-12).
9)      A sabedoria que vem do alto (3. 13-18).
10)  A origem do mau (4. 1-10).
11)  O juízo divino e o tempo divino (4. 11-17).
12)  A injustiça advinda das riquezas (5. 1-6).
13)  A iminente vinda de Cristo (5. 7-11).
14)  Os juramentos (5. 12).
15)  O ministério de compaixão dentro da igreja (5. 13-15).
16)  O poder da oração de fé (5. 16-18).
17)  A questão dos desviados (5. 19-20).
Podemos encontrar no mínimo 17 temas diferentes relacionados à ética cristã encontrados em Tiago. Temos na ética do Reino a espinha dorsal da ética cristã, em Tiago temos os órgãos da ética cristã. O direcionamento, a funcionalidade, o propósito da ética cristã são encontrados em Tiago, de uma maneira prática que proporciona o trabalhar de uma vida realmente liberta, se o cristão tiver todas as bênçãos espirituais (Efésios 1) e não praticar o chamado para o quê ele realmente foi feito nova criatura (Efésios 2. 10; 2 Coríntios 5. 17), então a sua fé é morta (Tiago 2. 17).
A doutrina ética em Tiago é nítida com relação ao tema liberdade para a prática do bem. Se o cristão realmente teve um arrependimento sincero, e um encontro com Jesus, a ética do Reino na responsabilidade espiritual está inserida, a dimensão do que aconteceu e o que está no porvir explicada por Paulo é revelada, e a ética cristã na vida cotidiana ditada por Tiago deve ser uma realidade, sempre regada ao amor joanino, completando assim o ciclo da ética cristã no N.T.